segunda-feira, 4 de novembro de 2024

Poema das Sete Horas

Quando eu nasci, bem eu me lembro 
Anjo nenhum nada me disse 
Isso é regalia de quem tem valor 

As casas passam pela rua 
A caminho da rotina daqueles 
Que servem a casas que espiam 
Ou que têm tempo para pedalar. 

Entro no bonde cheio de pernas 
Pra quê tanta gente, perguntam as minhas 
Antes de misturarem-se a outras iguais 

Quisera eu ser Carlos na vida 
Mas, com licença, eu desço aqui.

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